Hipócrita, eu????

Máscara_1Olá queridos, saudações a tod@s!!

Estive meditando nesses últimos dias sobre o comportamento dos fariseus, homens religiosos, segundo eles “cumpridores da lei”. Mais classificados por Jesus como verdadeiros hipócritas.

Eles eram espertos, astuciosos, e buscavam em todo tempo encontrar defeitos, e erros na conduta de Jesus.

A ruína dos fariseus já começa quando eles não reconheceram o Mestre como sendo o Messias. Ditos dominadores da lei, conhecedores das escrituras, acreditavam que o Messias viria ao mundo como um Rei, cheio de riquezas, de ouro e glórias, porém como está escrito: Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.(Filipenses 2:6-8).  Jesus veio completamente diferente de tudo que os fariseus imaginavam. E esse comportamento dos fariseus já nos faz entender em que estava o coração deles, em qualquer coisa, menos em Jesus.

E como se não bastasse, eles viviam questionando Jesus, interrogando-o, alegando que o mestre estava transgredindo a lei. Ora, nós sabemos que homem nenhum foi capaz de cumprir a lei em sua totalidade, se não o mestre. E foi exatamente para isso que ele veio. Mateus 5:17 fala sobre isso: Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir.

A perseguição dos fariseus a Jesus continuou, inúmeros são os textos que nos contam a respeito. Mas o nosso mestre cumpriu sua missão sem falhas, sem erros, em tudo ele foi perfeito, e os fariseus não tiveram sucesso, ao contrário deles, Jesus não era Hipócrita.

Mais algo que me chama bastante atenção em todas essas histórias é uma atitude presente na vida dos fariseus e presente em muitos de nós cristãos. A hipocrisia. O hipócrita é alguém que oculta a realidade através de uma máscara de aparência. Que finge ser o que na verdade não é.

O livro de Romanos, escrito pelo Apostolo Paulo, fala no capítulo 2 sobre a imparcialidade de Deus e trata exatamente sobre o comportamento hipócrita de alguns cristãos em Roma. “Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.

E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem.

E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?

Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?

Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;

O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber:

A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção;

Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade;

Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego;

Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego;

Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.

Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados.

Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.

Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei;

Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;

No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.

Eis que tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;

E sabes a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei;

E confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas,

Instrutor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei;

Tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?

Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio?

Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?

Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós.

Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão.

Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura a incircuncisão não será reputada como circuncisão?

E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpre a lei, não te julgará porventura a ti, que pela letra e circuncisão és transgressor da lei?

Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus”.

A lição que tiro é que o fato de nos comportarmos como religiosos ao invés de nos posicionarmos como filhos de Deus nos faz agir em hipocrisia. A religião e seus valores, dogmas, paradigmas e sofismas muitas vezes nos faz enxergar o outro de uma forma injusta. E assim como os fariseus, nós julgamos o exterior, nos esquecemos que o olhar de Deus é diferente do nosso, e que isso não justifica o fato de olharmos e julgarmos as pessoas como nos convém. Não! Ao contrário, temos que buscar o olhar de Jesus, vermos as coisas como ele veria, sermos como ele foi e é. Ao invés de exigirmos das pessoas aquilo que não somos. Ou de muitas vezes desprezar e ignorar o próximo por ele ser diferente de nós. É um sentimento de superioridade completamente carnal, e não bíblico. Jesus nos deu o exemplo em muitas histórias, escolhi citar a da mulher samaritana (João 4:1- 42).  Sabemos que Judeus e samaritanos não se davam bem. Mais Jesus ao contrário de muitos Judeus não ignorou aquela mulher, mais aproveitou a oportunidade para salvá-la.

Para Deus do que adianta um exterior dentro de padrões religiosos terrenos se o coração está totalmente desviado da visão, do propósito? Ora, o Senhor está interessado na sinceridade e verdade do nosso coração. Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. “O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração”. (1 Samuel 16.7).

A verdade queridos, é que o nosso coração precisa de transformação, quando isso acontecer certamente refletirá em todas as áreas da nossa vida. No nosso modo de vestir, de falar, no nosso comportamento, na forma como enxergamos as pessoas. E com certeza ao contrário de um olhar que julga, lançaremos um olhar que ama e compreende. Porém, enquanto não existir em nós essa transformação que é adquirida pelo contato e comunhão com Deus, e pela renuncia do velho homem, seremos sim tão hipócritas quanto os judeus. Só não podemos esquecer que o mundo anseia por ver Cristo em nós.

O Apostolo Paulo foi feliz quando escreveu: “Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus”. (Romanos 2:28-29).

A circuncisão deve ser em nosso coração para que vivamos uma vida com verdade em Deus. Onde não haja espaço para hipocrisia, mais sim para sinceridade.

Espero que este artigo fale com você assim como eu fui ministrada quando meditava a respeito. Que Deus nos faça segundo o seu coração.

Grande abraço!!!

 

Autora: Miriam Moraes (Equipe Romance em Deus)

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